

⚠️ Allos firma contrato para venda de participações em 7 shoppings ao KAML11 a cap rate de ~9,5%, condicionada a captação mínima de R$ 600 mi → Link
⚠️ Americanas tem recuperação judicial encerrada pela Justiça do RJ, com obrigações do plano dos dois primeiros anos declaradas cumpridas → Link
⚠️ AXIA Energia aprova resgate de 59,3 mi de ações PNC por R$ 3,48 bi (R$ 58,72/ação; 18,54% da classe), com opção de conversão em ordinárias → Link
⚠️ Azul tem aumento de capital de R$ 512,8 mi homologado após American Airlines exercer todos os bônus de subscrição → Link
⚠️ Braskem tem OPA concluída com adesão mínima: Shine adquire só 20 mil ações e fica com 50,11% do capital votante → Link
⚠️ Brisanet firma acordo comercial com AST SpaceMobile, junto com Unifique e Iez!, para oferecer internet móvel via satélite no Brasil → Link
⚠️ Caixa Seguridade tem contrato de distribuição da Too Seguros com Banco Pan rescindido, com multa de R$ 750 mi e impacto de R$ 210 mi no lucro de 2026 → Link
⚠️ Casas Bahia tem pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça de SP, incluindo determinadas subsidiárias → Link
⚠️ Conselho da Helbor recomenda aceitação da OPA de permuta da HBR Realty para aquisição do controle e saída do Novo Mercado → Link
⚠️ Cosan encerra exclusividade sem acordo para venda de participação na Rumo e segue avaliando alternativas → Link
⚠️ Dexco encerra atividades da fábrica de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho (PE) e transfere parte da produção para Jundiaí (SP) → Link
⚠️ Dexxos retoma estudos para converter todas as ações preferenciais em ordinárias → Link
⚠️ Dexxos tem autorização da controlada GPC Química para distribuir metanol mantida pela ANP em decisão final de processo administrativo → Link
⚠️ Emae tem ações incorporadas pela Sabesp, sem recesso exercido, com troca de 1,3195 SBSP3 por ação e última negociação em 23/10 → Link
⚠️ Eneva conclui venda da UTE Itaqui em permuta por 50% da PPTM (fica com 100% do Hub Ceará) e recebe R$ 365,3 mi em dinheiro → Link
⚠️ Gafisa adia novamente a divulgação do ITR 2T26 para 23/10/2026 → Link
⚠️ GPA tem plano de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça de SP e publica sentença; novas debêntures serão emitidas em até 60 dias → Link
⚠️ Inspirali, subsidiária da Ânima, firma contrato de 20 anos com Einstein para consultoria em Medicina, com remuneração fixa de R$ 150 mi → Link
⚠️ JSL assina recorde de R$ 2,8 bi em novos contratos no 3T26, com prazo médio de 42 meses e receita mensal adicional de R$ 67 mi → Link
⚠️ Oncoclínicas constitui comitê independente para apurar atos da gestão anterior, como partes relacionadas e contratos → Link
⚠️ Oncoclínicas tem prazo de 90 dias para adesão de credores na recuperação extrajudicial encerrado sem comprovação do quórum e deve se manifestar em 15 dias → Link
⚠️ Petrobras recebe US$ 859 mi de Shell, TotalEnergies e Petrogal por acordos de equalização das jazidas de Berbigão e Sururu → Link
⚠️ PetroReconcavo vende 100% da SPE Tiêta para KEO Capital por R$ 2,6 mi após transferir ativos operacionais a nova empresa → Link
⚠️ Priner detalha aumento de capital de R$ 100 mi a R$ 220 mi a R$ 20,00/ação, com direito de preferência de 19/10 a 18/11 → Link
⚠️ Sabesp incorpora ações da EMAE sem pedidos de recesso; acionistas recebem 1,3195 ação de SBSP3 por ação da EMAE em 27/10 → Link
⚠️ Unifique firma acordo comercial com AST SpaceMobile para oferecer banda larga móvel via satélite no Brasil, junto com Brisanet e Iez! → Link
⚠️ Unifique recebe pedido de acionistas (mais de 10% do free float) para nova avaliação na OPA de R$ 5,42/ação e tem registro da OPA suspenso → Link
⚠️ Valid aprova 12ª emissão de debêntures de R$ 200 mi para resgatar a 10ª emissão e reforçar o caixa → Link
⚠️ Westwing convoca AGE em 23/11 para votar redução de capital de R$ 30 mi pedida por acionista; administração recomenda rejeitar → Link
⚠️ Westwing divulga ata em que conselho recomenda rejeitar redução de capital proposta pela Oriz Albright, com 2 abstenções → Link
⚠️ Wiz vende 39,75% da Inter Seguros para o Banco Inter por R$ 409,5 mi → Link
⚠️ ALZR aprova 9ª emissão de cotas de R$ 424,4 mi a R$ 10,61/cota (no VP de 30/09/2026) → Link
⚠️ HGLG adquire Pátio GRU, estacionamento de carretas em Guarulhos, por R$ 10 mi, como complemento da transação com Cy.Capital → Link
⚠️ HSLG recebe R$ 2,9 mi da Casas Bahia por aluguel atrasado de Contagem e mantém despejo de São José dos Pinhais (R$ 1,4 mi em aberto) → Link
⚠️ OUJP passa a ser administrado pela Rio Bravo após aprovação dos cotistas em consulta formal → Link
⚠️ PSEC aprova incorporação de seu patrimônio pelo RBRX e liquidação do fundo, com migração dos cotistas para o RBRX → Link
⚠️ RZTR vende Fazenda São Francisco I por R$ 200 mi, com parte paga em permuta de imóvel rural em SP (R$ 40 mi) → Link
⚠️ TRXF adquire 14,57% de CD do Mercado Livre em construção em Campinas (SP), na modalidade BTS, por R$ 250 mi → Link
⚠️ TRXF lança programa de recompra de até 10% das cotas (9.591.509 cotas), com cancelamento imediato e prazo de 12 meses → Link
⚠️ TRXF rescinde compromisso de venda de 3 imóveis locados ao Grupo Pão de Açúcar após condições não serem cumpridas → Link
⚠️ TVRI adquire imóvel educacional em Salvador (BA) por R$ 39,1 mi → Link
⚠️ XPML adquire 15% do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé e 5% do Metrô Itaquera por R$ 70,9 mi, pagos em até 24 meses → Link
⚠️ XPML conclui venda de 16,99% do Shopping Cidade Jardim por R$ 456,3 mi, com ganho de capital estimado de R$ 133,3 mi (R$ 2,07/cota) → Link
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🏁 Acabou! Quase 4 anos depois daquele janeiro de 2023 em que o Sérgio Rial, com 9 dias de CEO, abriu o armário e achou um rombo de R$ 20 bilhões em "inconsistências contábeis", a Justiça do Rio encerrou a recuperação judicial da Americanas (AMER3). Recapitulando o filme: uma semana depois do rombo veio o pedido de recuperação judicial, com R$ 43 bilhões em dívidas e mais de 16 mil credores; o plano saiu no fim de 2023 e a conta foi rachada em duas, com R$ 12 bilhões de dinheiro novo do trio Lemann, Telles e Sicupira e mais R$ 12 bilhões de dívida convertida em ações pelos credores. Pra completar, veio um grupamento de 100 pra 1, porque a ação que valia uns R$ 12 antes do escândalo chegou a ser negociada a R$ 0,05. Agora a Justiça declarou cumpridas as obrigações dos dois primeiros anos do plano, o "em Recuperação Judicial" sai do nome e a ação disparou mais de 15% no dia seguinte, mas mesmo assim segue uns 99% abaixo de onde estava antes da fraude. E o timing foi quase de cinema: 3 dias antes, a Justiça Federal aceitou a denúncia contra 12 ex-executivos, incluindo o ex-CEO Miguel Gutierrez, apontado como líder do esquema e que chegou a ser preso em Madri em 2024. A empresa saiu da recuperação judicial, mas a novela ainda tá longe de acabar…

💸 Selic que chegou a 15% e varejo endividado é uma combinação que não perdoa: a Casas Bahia (BHIA3) teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça, com R$ 17,3 bilhões em dívidas, na mesma semana em que o GPA (PCAR3) teve a sua recuperação extrajudicial homologada, empurrando dívida até 2036. Por que o varejo sofre tanto? A margem é fininha, coisa de 2% a 5% de lucro sobre o que vende, e o modelo depende de crédito dos dois lados: a loja vende a geladeira em 10x sem juros ou no carnê, mas paga o fornecedor bem antes, então precisa antecipar recebíveis ou pegar empréstimo pra fechar o caixa. Com o CDI na casa dos 14%, esse custo engole o lucro inteiro, e ainda tem o consumidor endividado comprando menos, Shopee, Shein e Mercado Livre roubando cliente e loja física cara pra manter. É tipo correr uma maratona com uma mochila que fica mais pesada a cada quilômetro. No caso da Casas Bahia, nem a recuperação extrajudicial de 2024, que renegociou R$ 4,1 bilhões com os bancos, nem a conversão de dívida que entregou o controle pra Mapa Capital em 2025 resolveram: veio um prejuízo de R$ 10 bilhões só no 2º trimestre de 2026. E quem tá negociando com os credores agora é justamente a executiva que conduziu a recuperação da Americanas, comentada logo acima. Experiência no assunto não falta…

↩️ E por falar em GPA, o TRXF (TRXF11) desfez a venda de 3 imóveis alugados pro GPA, anunciada em agosto por R$ 109 milhões. Era um negócio bom pro fundo: lucro estimado de R$ 34,8 milhões (uns R$ 0,56 por cota), metade à vista e o resto em 6 parcelas semestrais corrigidas pelo IPCA, com parte do dinheiro indo pra abater o CRI de R$ 51,9 milhões que financiou a compra desses imóveis (o CRI é basicamente o financiamento imobiliário do fundo, empacotado e vendido pra investidores). Só que o comprador, que nunca foi identificado, não confirmou a viabilidade da compra e as condições do contrato não foram cumpridas, então tudo voltou à estaca zero: o lucro some do horizonte, a dívida continua lá e o inquilino segue sendo um GPA que acabou de passar por uma recuperação extrajudicial. Talvez isso tenha pesado na desistência do comprador (acho bem provável, inclusive), mas o fato relevante não entra em detalhe. O que segura o tranco é que, em setembro, o fundo concluiu outra venda, de 15 imóveis pro BRC Renda Urbana por R$ 207 milhões. Ao mesmo tempo, se comprometeu com R$ 250 milhões num galpão do Mercado Livre em Campinas que só fica pronto em 2027 e ainda anunciou recompra de até 10% das cotas. É muita coisa pra pagar com o mesmo caixa…

🤡 A OPA da Braskem (BRKM5) terminou do jeito que todo mundo esperava: quase ninguém topou. Relembrando: o fundo Shine, da IG4, gestora especializada em empresa encrencada, comprou as dívidas que a Novonor (ex-Odebrecht) tinha com os bancos, garantidas justamente pelas ações da Braskem, e usou esses créditos pra ficar com o controle. Como a Novonor recebeu como pagamento debêntures da sua própria holding, a NSP, a lei (pras ordinárias) e o estatuto da Braskem (pras preferenciais) obrigam a oferecer exatamente a mesma coisa aos minoritários, o famoso tag along. Resultado: em vez de dinheiro, cada ação vira 3 debêntures com valor de face de R$ 3,08 cada, ou R$ 9,24 na teoria… só que com vencimento em 2090, sem garantia nenhuma e emitidas por uma empresa em recuperação judicial. O próprio ofertante admite que elas valem muito menos que o valor de face. É tipo trocar seu carro por um vale-presente de uma loja falida com validade pra daqui 64 anos. Não à toa, só umas 20 mil ações aderiram, de mais de 230 milhões em circulação, e o Shine fica com 50,11% do capital votante, dividindo o controle com a Petrobras (PETR4). Quem tem ordinária (BRKM3) ainda pode vender nas mesmas condições até 16/11; preferencial ficou de fora dessa repescagem. E o problema maior nem é a OPA: a Braskem tá em recuperação extrajudicial desde agosto pra reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas, com conversão de dívida em ações no cardápio. Quem ficou, ficou pra ver a diluição…

🥊 Semana retrasada comentamos aqui a OPA da Unifique (FIQE3) a R$ 6 por ação e a previsão de que os minoritários iam espernear. Pois é, espernearam: um grupo de fundos peso-pesado, com SPX, 3 Ilhas, Ori e GTI, que juntos têm mais de 10% das ações em circulação, pediu uma assembleia especial pra votar um novo laudo, e só esse pedido já suspendeu o registro da OPA na CVM. O alvo é o laudo da Apsis, que cravou o preço justo em R$ 5,42 usando a média de preço da ação nos últimos 12 meses. Os argumentos: a ação tem pouca liquidez, então a média de preço diz pouco; o laudo pendurou um prêmio de risco extra por ela ser pequena; e, principalmente, ignorou o espectro de 5G que a Unifique foi comprando no Sul e em São Paulo, que os fundos estimam entre R$ 2,3 e R$ 3,3 bilhões. Só pra comparar, o fluxo de caixa descontado do próprio laudo dá uns R$ 2 bilhões pra empresa inteira. E a compra da Desktop pela Claro, que citamos semana passada, virou munição: aplicando o mesmo múltiplo por assinante, o valor já passaria o da OPA, e o laudo nem incluiu essa transação na amostra. Detalhe da lei: se o novo laudo sair igual ou menor que a oferta, quem pediu paga a conta da nova avaliação, então ninguém entra nessa por esporte. Enquanto isso, a ação fechou a R$ 6,17 no dia da suspensão, acima da própria oferta, vamos ver como acaba essa novela…

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