⚠️ Fatos Relevantes até 28/08/2026

Ações e Fundos Imobiliários

Eduardo Cavalcanti
Eduardo Cavalcanti
Published on
Fatos relevantes

AÇÕES

⚠️ Aeris obtém suspensão por até 60 dias de execuções de credores em medida cautelar antecedente a recuperação judicial → Link

⚠️ Arandu atualiza laudo de avaliação da OPA para R$ 0,60/ação e define preço único de R$ 0,67/ação, retirando opção de pagamento em 12 meses → Link

⚠️ Azevedo e Travassos assina contrato de concessão da Rota Mogiana com o Estado de São Paulo → Link

⚠️ Braskem divulga aumento do limite de crédito comercial com a Petrobras para R$ 2,35 bi no contexto da recuperação extrajudicial → Link

⚠️ Braskem tem processamento de recuperação extrajudicial deferido pela Justiça de SP → Link

⚠️ Cemig obtém prorrogação da concessão da UHE Sá Carvalho por 30 anos a partir de 31/08/2026 → Link

⚠️ Desktop adquire os 30% remanescentes da Fasternet por R$ 98 mi e passa a detê-la integralmente → Link

⚠️ Grupo SBF estende contrato de distribuição exclusiva da Nike no Brasil até 2034 → Link

⚠️ Heringer inicia mediação com credores e pede suspensão por 60 dias de cobranças e execuções → Link

⚠️ Lupatech atinge quórum legal de credores para homologação de plano de recuperação extrajudicial → Link

⚠️ Oi tem falência mantida pelo TJ/RJ após tribunal negar provimento aos agravos de Itaú e Bradesco → Link

⚠️ Oi tem gestor judicial exonerado e passa a contar com administração conjunta após acórdãos do TJ-RJ → Link

⚠️ Oncoclínicas submete ao juízo minuta atualizada do plano de recuperação extrajudicial, ainda sujeita a ajustes → Link

⚠️ Oncoclínicas terá OPA estatutária obrigatória movida pela Centaurus Capital, com prazo até 24/10/2026, após CVM dar provimento a recursos → Link

⚠️ OSX Brasil pede concessão da recuperação judicial via cram down após plano ser aprovado por 95,16% dos créditos presentes → Link

⚠️ Profarma prorroga até 05/10/2026 exclusividade entre BMK e BPL para negociar aquisição de ações da companhia → Link

⚠️ Refit tem suspensos os leilões de seu imóvel sede e parque industrial por decisão da 3ª Vara Federal de Execução Fiscal do Rio de Janeiro → Link

⚠️ Viveo pode realizar grupamento de ações após aumento de capital de até R$ 869,8 mi, caso não reenquadre cotação mínima de R$ 1,00 até 8/fev/2027 → Link

⚠️ Yduqs confirma tratativas iniciais para possível combinação de negócios com a Afya, sem acordo vinculante → Link


FUNDOS IMOBILIÁRIOS

⚠️ BLCA11 tem encerrada negociação de venda de imóveis ao TRXF11 após notificação de inviabilidade → Link

⚠️ BTLG adquire imóvel logístico BTLG Guarulhos I por R$ 375 mi, 100% locado, cap rate de 9,1% → Link

⚠️ HGRU11 aprova 7ª emissão de cotas de até R$ 1,1 bi a R$ 128,20/cota (no VP) → Link

⚠️ PCIP aprova 9ª emissão de cotas estimada em R$ 4 bi a R$ 92,45/cota (no VP) → Link

⚠️ PCIP11 propõe consolidar RBRR11, VCJR11 e RPRI11 sob seu portfólio, formando fundo de crédito com R$ 4,5 bi de PL → Link

⚠️ RBRR11 aprova reorganização para consolidar carteira no PCIP11, com liquidação do fundo e migração dos cotistas via troca de cotas (0,99 cota de PCIP11 por cota de RBRR11) → Link

⚠️ VPPR aprova 3ª emissão de cotas no valor de até R$ 185,9 mi a R$ 21,03/cota → Link


Seja Premium no Fundamentei e economize horas na seleção e no acompanhamento dos melhores ativos para a sua carteira!

Todo trimestre a IA lê os relatórios das empresas e te entrega um resumo, com supervisão, comentários e notas do Asvid. De 50 páginas pra 1 tela. Além do ranking da comunidade, histórico de dados e todas as ferramentas:

  • ⭐ Resumo dos Balanços + Nota da IA

  • 📊 Screener mais Completo da Bolsa

  • 🏆 Ranking dos Melhores Ativos

  • 📈 Retorno Histórico 50+ Anos

  • 💯 Histórico Máximo de Dados

  • ⚠️ KPIs nas Stocks e REITs

  • 💲 Histórico de Valuation

  • 🧮 Tabela Customizável

  • 🗓️ Agenda de Eventos

  • ▶️ Vídeos de Análises

  • 💬 Comentários

Menos de R$1 por dia pra você investir com mais segurança!

QUERO SER PREMIUM


COMENTÁRIOS

📉 Dito e feito: fechei o comentário da Braskem (BRKM5) semana passada dizendo que o que se falava era recuperação extrajudicial ainda em agosto. Ela protocolou dia 24, no último dia da proteção da cautelar, e na sexta a Justiça de SP já deferiu o processamento, congelando as execuções por 120 dias. Entram só as dívidas financeiras sem garantia: US$ 10,9 bi (uns R$ 56 bi) entre bonds, bancos, debêntures e CRAs. Como a recuperação extrajudicial é o acordo que já chega com adesão prévia, ela entrou com 39,6% dos créditos apoiando (o mínimo legal é 1/3) e agora tem 90 dias pra passar de 50% — sendo que o plano em si ainda nem existe: por enquanto são diretrizes de alongar prazo, carência com juros capitalizados e possível conversão de dívida em ações, ou seja, o tamanho da diluição do acionista ainda vai ser definido. Fornecedor fica de fora, e aí entra o outro fato da semana: a Petrobras, que além de acionista com 47% do capital votante é a fornecedora da nafta, subiu o limite de crédito comercial de R$ 350 mi pra R$ 2,35 bi — pegando garantia de todo lado: cessão de recebíveis de R$ 1 bi por mês e conta vinculada de R$ 300 mi. Sócia, fornecedora e agora quase banco. No meio disso a ação saiu do Ibovespa, e a empresa inteira vale R$ 3,3 bi devendo R$ 56 bi.

FR 28/08 — comentário 1

💣 Agora foi de vez: o TJ/RJ negou por unanimidade os recursos de Itaú e Bradesco e confirmou a falência da Oi (OIBR4). A ironia é que os bancos recorreram pra manter a empresa viva — na recuperação judicial as garantias deles valem mais do que na fila da falência. A B3 suspendeu a negociação na mesma tarde, com a ação a R$ 0,18 depois de cair 36% no dia, e o caminho agora é a deslistagem. Quem já foi a maior tele do Brasil e protagonizou a maior recuperação judicial da América Latina (R$ 65 bi em 2016) termina com patrimônio líquido negativo de bilhões, 164 mil credores e o administrador judicial avisando que não havia caixa nem pras despesas do mês. Não fecha as portas de um dia pro outro: Justiça e Anatel seguram a transição dos serviços essenciais — 190, SAMU, as lotéricas da Caixa e a telefonia fixa de 6 mil municípios onde ela é a única operadora — enquanto os ativos vão a leilão, com as ações da V.tal como a joia da massa falida. Do lado de dentro, cerca de 1.000 demissões em andamento pra sobrar uns 700 funcionários, num grupo que já empregou dezenas de milhares. E os 236 mil investidores PF que seguraram até aqui são os últimos da fila: com esse buraco no patrimônio, a chance de receber algo é praticamente zero. Too big to fail não existe na B3.

FR 28/08 — comentário 2

👹 Já chamei a OSX (OSXB3) por aqui de o nosso Highlander, o guerreiro imortal da B3 — e ela segue fazendo jus. Relembrando: o estaleiro do Eike Batista fez IPO em 2010, quebrou junto com a OGX e pediu recuperação judicial em 2013 devendo R$ 4,5 bi, saiu em 2020 e três anos depois entrou na segunda, agora com R$ 7,5 bi. O estaleiro dos sonhos nunca aconteceu e hoje a empresa vive de alugar os 3,2 milhões de m² que ocupa no Porto do Açu — pra quem, aliás, deve R$ 2,5 bi, e o próprio porto reclama que ela não paga nem o aluguel. O plano da segunda recuperação judicial foi votado na segunda e aprovado por 95,16% dos créditos presentes, mas um único credor trabalhista, de R$ 16,5 mi (0,26% do passivo), rejeitou sozinho a classe dele e travou tudo. Daí o pedido de cram down, o "goela abaixo" da lei de falências: o juiz pode homologar um plano rejeitado numa classe se a maioria geral do dinheiro aprovou, 2 das 3 classes disseram sim e mais de 1/3 da classe rejeitante topou. O detalhe é que, com um único votante, a OSX teve 0% na classe trabalhista — então pede pra Justiça relativizar o requisito, como o STJ já aceitou em casos de voto isolado. Com patrimônio líquido negativo de R$ 10 bi e a ação a R$ 1,23, o imortal segue vivo. Inacreditável…

FR 28/08 — comentário 3

🤝 MoU de exclusividade é basicamente a placa de "reservado" na mesa: a Profarma (PFRM3) tem dois grandes sócios — a BMK, holding da família Birmarcker, que fundou e controla a empresa com 25,6%, e a BPL, o veículo pelo qual a americana AmerisourceBergen (hoje Cencora, gigante global de distribuição farmacêutica) entrou em 2014 e chegou a 38,2%, o maior acionista individual. A Cencora decidiu rever os investimentos fora dos EUA e quer vender a fatia; a família quer comprar de volta; e o memorando garante que, enquanto durar a exclusividade, a BPL só negocia com a BMK. O detalhe é o "enquanto durar": o MoU foi assinado em novembro de 2025 com 90 dias de prazo e já está na quarta prorrogação, agora até 05/10 — quase um ano de namoro sem noivado, sem preço divulgado e sem estrutura definida.

FR 28/08 — comentário 4

👏 Boa notícia rara nessa lista: quando o Grupo SBF (SBFG3), dono da Centauro, pagou R$ 1 bi em 2020 pra assumir a operação da Nike no Brasil via Fisia, muita gente achou passo maior que a perna — hoje a Fisia é 60% da receita do grupo, e justamente por isso o maior risco da tese sempre foi o contrato: e se a Nike não renovar? Pois estendeu até 2034, com um mecanismo novo de renovação anual contínua que mantém sempre uns 7 anos de contrato pela frente (antes eram 5). Pra SBF é a remoção do fantasma que descontava a ação; pra Nike também faz sentido: o novo CEO global recuou da estratégia de vender tudo direto ao consumidor e voltou a abraçar distribuidores, e a Fisia entrega no Brasil o que a Nike não replicaria sozinha — incluindo 1,5 milhão de produtos da Seleção vendidos só no 2T26, ano de Copa. As desvantagens seguem na mesa: dependência enorme de uma marca só, renovação anual que não é automática e um detalhe escondido no comunicado — a exclusividade das lojas físicas venceu no fim de 2025 e ainda está em renegociação, tanto que o texto trocou "varejista exclusiva" por "principal varejista".

FR 28/08 — comentário 5

🤡 Que novela foi essa do TRXF (TRXF11), hein? Em agosto a TRX anunciou a maior oferta da história dos FIIs — 13ª emissão de até R$ 10 bi a R$ 94,39 — junto com R$ 4,6 bi em compras pagas majoritariamente em cotas: galpões da Cyrela, fatias de 5 shoppings da Iguatemi e R$ 1 bi em lajes na Faria Lima de dois fundos da Catuaí, incluindo a Torre A do Pátio Victor Malzoni, o famoso prédio do Google com o gramado. O mercado odiou o pacote: a cota despencou de R$ 91 pra R$ 71, e ainda veio a polêmica da compensação aos vendedores — a gestora admitiu que existe mecanismo de ajuste de preço pra quem recebeu cotas, com cenário-limite de R$ 205 mi saindo do bolso do fundo — e um TRX Day fechado, sem transmissão, no meio da derretida. O desfecho veio agora: o TRXF11 mandou "notificação de inviabilidade" e cancelou a compra do R$ 1 bi da Faria Lima, e o fato da semana é o BLCA (BLCA11), dono do Malzoni, que seria até liquidado com a venda, comunicando o fim da história — fica com os imóveis e a vida segue. A reação diz tudo: o TRXF11 disparou 8,24% no dia em que desistiu de comprar. Quando a cotação comemora negócio cancelado, o recado dos cotistas tá dado.

FR 28/08 — comentário 6

🟥 Fatos Relevantes no YouTube → Link

🟩 Fatos Relevantes no WhatsApp → Link

🟧 Fatos Relevantes no Substack → Link