

⚠️ Aeris entra com mediação e medida cautelar no CMAASP para suspender execuções de credores por até 60 dias durante renegociação de dívida → Link
⚠️ Allied Tecnologia tem 11,58% do capital vendido pelos fundos Brasil Investimentos à família Radomysler, que fica sem controlador definido → Link
⚠️ AXIA Energia firma acordo com União e Piauí para pagar R$ 1,3 bi em duas parcelas de R$ 650 mi na Ação Cível Originária (ACO) nº 3.024 → Link
⚠️ Azevedo e Travassos cumpre condições precedentes da Rota Mogiana e paga outorga fixa de R$ 1,08 bi → Link
⚠️ Braskem Idesa entra com pedido de Chapter 11 nos EUA e reduz dívida sênior de US$ 2,5 bi para US$ 1,6 bi, com aporte de US$ 476 mi da Braskem → Link
⚠️ Casas Bahia protocola pedido de recuperação judicial junto com subsidiárias → Link
⚠️ Cosan anuncia deslistagem voluntária de suas ADSs da NYSE (ticker CSAN) e troca de Diretor Financeiro e de RI → Link
⚠️ Cosan recebe propostas vinculantes para venda de fatia na Rumo, sem decisão definida → Link
⚠️ Ecopetrol conclui aquisição de controle da Brava Energia com 51% do capital social → Link
⚠️ Estrela protocola Plano de Recuperação Judicial na Justiça de Minas Gerais → Link
⚠️ FASA (antiga Fictor Alimentos) adia a divulgação do 1º e 2º ITR 2026 para data a ser informada → Link
⚠️ João Fortes aprova grupamento de ações na proporção de 5 para 1 → Link
⚠️ Lupatech encerra tender offer com adesão de US$ 6,1 mi em Notes (41,99% do total em circulação) para recuperação extrajudicial → Link
⚠️ Nutriplant migra para o regime FÁCIL da B3 e é classificada como companhia de menor porte pela CVM → Link
⚠️ Oncoclínicas conclui venda de 27,49% da joint venture saudita Specialized Medical Treatment por US$ 6,55 mi (R$ 33,3 mi) → Link
⚠️ Orizon adquire 5,85% adicional da Ecourbis por R$ 69,2 mi e eleva participação para 69,1% → Link
⚠️ Portobello conclui venda da unidade Pointer ao Grupo Almeida → Link
⚠️ Recrusul aprova grupamento de ações na proporção de 4 para 1 → Link
⚠️ Rossi divulga DFs 2025 com atraso e convoca AGO para 18 de setembro de 2026 → Link
⚠️ Rossi tem aditivo ao plano de recuperação judicial aprovado por 92,31% dos credores → Link
⚠️ Tecnisa pode propor grupamento de ações até 31/08/26 caso não reenquadre cotação mínima de R$ 1,00 exigida pela B3 → Link
⚠️ Wetzel adquire 100% da Martinrea Honsel Brasil, fabricante de peças de alumínio automotivas → Link
⚠️ BLCA11 recebe proposta vinculante da TRXF11 para venda do imóvel Malzoni por R$ 474,99 mi → Link
⚠️ BRCO loca 100% do imóvel Bresco Resende ao Mercado Livre por 5 anos, a R$ 0,034/cota (+25% vs. contrato anterior) e reduz vacância do fundo para 1,6% → Link
⚠️ CPSH11 adquire 5% do Amazonas Shopping por R$ 51,8 mi a cap rate de 9,19% a.a. → Link
⚠️ HGLG aprova 12ª emissão de cotas no valor de até R$ 1,5 bi a R$ 166,43/cota (no VP) → Link
⚠️ HSLG mantém locações com Casas Bahia após pedido de recuperação judicial da locatária e sustenta distribuição de R$ 0,75/cota → Link
⚠️ RPRI11 propõe reorganização com venda de ativos ao PCIP11 e liquidação do fundo, migrando cotistas via permuta de cotas → Link
⚠️ SNME aprova 3ª emissão de cotas no valor de R$ 1 bi a R$ 10,00/cota (no VP) → Link
⚠️ TEPP conclui aquisição de conjuntos comerciais nos edifícios Parque Cultural Paulista e Passarelli em São Paulo, com impacto positivo estimado de 3% na receita → Link
⚠️ TVRI cancela publicação sobre condições e valor da cota da 2ª emissão de cotas → Link
⚠️ VCJR propõe reorganização com venda de ativos ao PCIP11 e liquidação do fundo após migração de cotistas → Link
⚠️ XPLG loca 13.118 m² no condomínio Seropédica (RJ) e reduz vacância de 8,8% para 7,9% → Link
⚠️ XPLG loca totalidade da ABL de 62.457m² do CD CL Imigrantes V a empresa de e-commerce e reduz vacância para 3,9% → Link
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💣 Era recuperação extrajudicial, agora virou judicial. Resumindo a novela da Casas Bahia (BHIA3): em abril de 2024 veio a Recuperação Extrajudicial, que é um acordo só com os credores que você escolhe — R$ 4,1 bi de dívida financeira, mais da metade com Bradesco e BB —, esticando prazos e transformando parte em debêntures conversíveis. Em agosto de 2025 a Mapa Capital comprou essas debêntures dos bancos, converteu tudo em ações e virou dona de 85% da empresa; a família Klein, que tinha 22%, ficou com menos de 5%. Em dezembro esticaram o resto da dívida até 2050. Não adiantou: o 2T26 veio com prejuízo de R$ 10,1 bi, patrimônio líquido negativo em R$ 8 bi, 298 lojas fechadas e a Ernst & Young (auditoria) se recusou a dar opinião sobre o balanço. Domingo veio a Recuperação Judicial, e aí entra todo mundo na fila: R$ 17,3 bi e 28 mil credores, com Digio, Zurich, Bradesco e Samsung na ponta. A ação tá em R$ 0,44, caiu 78% no ano, e a empresa inteira vale R$ 670 mi — menos do que deve só pra Samsung. Mais de 240 mil investidores PF nisso.

🧐 E quem aluga galpão pra Casas Bahia? O HSLG (HSLG11) é o FII mais exposto: 31% da receita vem dela, nos galpões de Contagem e São José dos Pinhais. Respondendo à dúvida clássica: o fundo vira credor, sim, mas só do aluguel que venceu antes do pedido — o de agosto não foi pago e virou crédito quirografário, ou seja, entra na fila e no plano, com o deságio que vier. O aluguel que vence depois do pedido é extraconcursal: tem que ser pago em dia, e se não for, dá despejo mesmo durante a RJ. E aluguel futuro não é dívida: o IFRS 16 obriga desde 2019 a empresa a mostrar o contrato inteiro no balanço como passivo de arrendamento, mas isso é contabilidade — juridicamente cada mês só vira dívida quando vence, e o STJ já bateu o martelo nisso. Também não existe aqui o botão do Chapter 11 de rejeitar contrato: ou paga, ou negocia, ou sai pagando multa. Tanto que a Casas Bahia listou esses dois galpões como contratos essenciais que quer manter. A gestora segurou os R$ 0,75/cota puxando da reserva de R$ 1,29/cota, mas a cota caiu de R$ 91,84 pra R$ 75 em um mês. Na Americanas, em 2023, o roteiro foi o MAXR11 aceitar 50% de deságio parcelado pra manter a inquilina. São 42 mil cotistas esperando pra ver se a história se repete.

💩 A Estrela (ESTR4) pediu Recuperação Judicial em maio, a Justiça aceitou em junho e o fato de agora é só o capítulo seguinte, o plano entregue no último dia do prazo de 60 dias. A dona do Banco Imobiliário, do Genius e do Pega-Vareta, com 89 anos de história, vinha de prejuízo atrás de prejuízo, patrimônio líquido negativo em R$ 227 mi e mais de R$ 660 mi de prejuízo acumulado. Em setembro do ano passado parecia que ia respirar: fechou acordo com a Receita transformando R$ 748 mi de autuações em R$ 72 mi. Sete meses depois, uma factoring pediu a falência de uma subsidiária por uma dívida de R$ 170 mil — em Três Pontas/MG, onde fica a fábrica, por isso a RJ corre lá e não em SP. A dívida sujeita ao plano é de só R$ 109 mi, porque o tributário fica de fora. A ação tá em R$ 1,25, caiu 81% em 12 meses e a empresa inteira vale R$ 15 mi. São mais de 1.000 investidores PF segurando a relíquia.

📉 Já chamei a Aeris (AERI3) aqui de uma das maiores ilusões de IPO da B3, e a história só piorou. Fez IPO em novembro de 2020 a R$ 5,50, captou R$ 1,13 bi na onda das eólicas e bateu R$ 13 em janeiro de 2021. Depois foi ladeira abaixo: a GE parou de montar turbina no Brasil, a Siemens Gamesa rompeu contrato em 2024, o quadro de 8 mil funcionários encolheu pra menos de 2 mil, prejuízo de R$ 934 mi em 2024 e R$ 901 mi em 2025. No caminho teve follow-on de R$ 400 mi bancado pelo BTG, grupamento de 20:1 e renegociação das debêntures empurrando tudo pra 2030. Não adiantou: dívida líquida de R$ 1,94 bi e R$ 17 mi de caixa livre no 2T26, numa empresa que vale R$ 135 mi na Bolsa. Detalhe importante: por incrível que pareça, ela ainda não entrou em Recuperação Judicial. O que fez agora foi a pré-RJ que a reforma da lei criou em 2020 — abre uma mediação com os credores e pede ao juiz pra congelar as execuções por 60 dias enquanto negocia; se virar RJ, esses dias descontam dos 180 do stay. Ajustada pelo grupamento, a ação caiu 98% desde o IPO. E ainda tem uns 50 mil investidores PF que assistem cada vez mais o seu dinheiro virar pó.

😒 Falando em pré-RJ: a Braskem (BRKM5) usou exatamente esse mecanismo em junho, e o prazo dela vence dia 24/08, mas o fato da semana é da filha mexicana. A Braskem Idesa é a joint venture (75% Braskem, 25% do grupo mexicano Idesa) dona do Etileno XXI, complexo de US$ 5 bi em Veracruz inaugurado em 2016 pra fazer polietileno a partir do etano que a Pemex prometeu e nunca entregou direito — o contrato falava em 66 mil barris por dia, hoje chegam uns 14 mil. Parou de pagar cupom em novembro e foi pro Chapter 11 no Texas na versão prepackaged: o plano já chega votado pelos credores, o juiz só carimba, em 60 a 90 dias. A dívida cai de US$ 2,5 bi pra 1,6 bi, os bondholders trocam US$ 825 mi por um terço da empresa e a Braskem põe US$ 476 mi pra continuar mandando. Essa dívida não tem garantia da matriz, então juridicamente não contamina o Brasil, mas o dinheiro sai de um caixa de US$ 1 bi numa empresa com dívida bruta de US$ 10 bi, alavancagem de 6,7x, patrimônio líquido negativo em R$ 16,5 bi, prejuízo de R$ 9,9 bi em 2025 e rating D. A matriz não está em RJ, por enquanto: os credores rejeitaram a proposta de carência e o que se fala é recuperação extrajudicial ainda em agosto. A ação tá em R$ 5, 93% abaixo do topo de 2021, e a IG4 assumiu o controle da Novonor em junho justamente pra herdar isso.

⚖️ ACO é Ação Cível Originária: briga entre entes da federação (Estado contra União) que a Constituição manda direto pro STF, sem passar por primeira instância. O rolo da Axia (AXIA3) vem de 1997, quando o Piauí vendeu a Cepisa pra União/Eletrobras por R$ 120 mi com a promessa de receber uma fatia quando a distribuidora fosse privatizada. A privatização só saiu em 2018, e a Equatorial levou por R$ 50 mil simbólicos mais R$ 2,4 bi de dívida — não sobrou nada pro Piauí, que já tinha processado em 2017 pedindo R$ 800 mi. O STF condenou União e Eletrobras em 2023, o Estado atualizou a conta pra R$ 3,6 bi em 2024, o ministro Fux suspendeu a cobrança, os embargos foram rejeitados e a conciliação de junho terminou no acordo de agora: R$ 1,3 bi em duas parcelas de R$ 650 mi, uma logo após a homologação e outra até 20/12. Impacta? Pouco. O valor já estava provisionado, então não aparece como surpresa no lucro, e é 0,8% do valor de mercado de R$ 155 bi, uns 8% do caixa de R$ 16 bi — duas semanas de EBITDA. Pra comparar, só a provisão do empréstimo compulsório ainda é de R$ 10,8 bi. Saiu com 64% de desconto sobre o que o Piauí queria: uma pendência a menos numa lista de contingências provisionadas que ainda soma R$ 20 bi.

🔎 O regime FÁCIL é a versão light de companhia aberta que a CVM criou em julho de 2025 e começou a valer em março: quem fatura menos de R$ 500 mi por ano vira companhia de menor porte e pode trocar o Formulário de Referência por um Formulário FÁCIL bem mais enxuto, entregar balanço de 6 em 6 meses (ISEM) em vez do ITR trimestral, dispensar boletim de voto a distância e política de divulgação, fazer oferta de até R$ 300 mi sem banco coordenador e sem registro na CVM, e até fechar capital com quórum menor na OPA. Na B3, a taxa de análise cai de R$ 93 mil pra R$ 23 mil e novatas ganham até 75% de desconto na anuidade nos primeiros anos. A estimativa que circula é de 40 a 60% de economia no custo de ser listada — pra uma empresa que vale R$ 29 mi na Bolsa, faz diferença. Do lado do investidor, significa menos informação e menos vezes por ano. A Nutriplant (NUTR3), de micronutrientes pra lavoura, é veterana nisso: foi a primeira a listar no Bovespa Mais em 2008, a R$ 10 por ação, e quando o segmento acabou em março caiu direto no FÁCIL. Hoje a ação vale R$ 2,20, a família Pansa tem 84% e o volume é de R$ 8 mil por dia. Dois balanços a menos por ano numa empresa que não tem nem 1.000 investidores PF não vão tirar o sono de ninguém.

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